Os Ministros da Saúde da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, aprovaram, na 27ª Reunião dos Ministros da Saúde (RMS) do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), a Estratégia MERCOSUL de Nutrição para a Saúde e Segurança Alimentar e Nutricional.
O objetivo é tratar dos temas de saúde pública que são trabalhados pelas comissões e grupos de trabalho deste fórum. São consensuados planos de trabalho, projetos, políticas e outros temas de interesse do bloco e que fortaleçam o processo de integração regional.
De acordo com o Coordenador Nacional da Saúde do Mercosul , Carlos Felipe D´Oliveira, foram várias negociações. Inicialmente o Brasil fez a proposta de incluir o tema na agenda da RMS, que ocorreu durante a Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB), em 2008 por meio da criação do Grupo de Trabalho (GT) para tratar o tema por um Acordo de Ministros. O GT trabalhou a proposta da Estratégia que após consenso foi aprovada durante a RMS, em Montevidéu.
“Acho que foi um ponto positivo termos incluído o tema na agenda do MERCOSUL e termos chegado a um consenso. Agora temos que avançar numa proposta de um Plano de Trabalho que tenha metas a curto, médio e longo prazo e que permita que o Comitê Coordenador possa apoiá-lo através da captação de recursos para sua execução”, completa.
O Brasil na última reunião apresentou proposta de criação de uma Unidade Técnica de Saúde do MERCOSUL para, entre outras coisas, dar seguimento aos acordos assinados pelos Ministros. Esta proposta foi aprovada quanto ao seu mérito pelos Ministros da Saúde. “Vamos ter que continuar negociando para sua aprovação final. Consideramos a proposta brasileira fundamental para o avanço das propostas da saúde”, aponta.
O acordo assinado representa muito para a política de nutrição dos países e sem dúvida reforça o desenvolvimento da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) no âmbito do Sistema de segurança alimentar e nutricional brasileiro.
Para a Coordenadora Geral da Política de Alimentação e Nutrição (CGPAN), Ana Beatriz Vasconcellos, o primeiro passo é produzir de forma sistemática informações sobre a situação alimentar e nutricional dos países bem como suas institucionalidades aproximando a realidade dos países e fomentando estratégias e ações regulatórias que incidam positivamente nos problemas nutricionais da região.
“O objetivo é acelerar o atingimento dos objetivos do milênio com relação a pobreza e a fome, reduzir as deficiências nutricionais e reverter o quadro de obesidade e doenças crônicas, ou seja, que a população brasileira e a de todos os países da região alcancem o melhor padrão de nutrição”, conclui.
Fonte: http://nutricao.saude.gov.br/noticia/noticia_ret_detalhe.php?cod=955